A autodeclaração rural é um documento essencial no direito previdenciário

Autodeclaração rural: o que é, para que serve e como evitar problemas com o INSS

Sumário

A autodeclaração rural é um documento essencial no direito previdenciário e tem papel decisivo para o trabalhador rural que precisa comprovar tempo de serviço junto ao INSS.

Desde as mudanças introduzidas pela Reforma da Previdência e pelas normas administrativas do Instituto, esse formulário passou a ser um dos principais meios de comprovação da atividade rural, especialmente para o segurado especial.

Inclusive, a concessão de benefícios rurais subiu 53,43% em 5 anos, chegando a 1,190 milhão em 2024, de acordo com estudo divulgado pelo jornal O Globo.

Essa autodeclaração pode trazer uma série de vantagens para quem recebe o benefício – mas, na prática, erros no preenchimento da autodeclaração ou a falta de documentos adequados estão entre os motivos mais comuns de indeferimento.

Por isso, compreender como funciona esse documento é fundamental para quem busca aposentadoria rural, salário-maternidade ou outros direitos.

Entenda abaixo o que é a autodeclaração rural, para que ela serve, como preenchê-la e como evitar ter o benefício negado pelo INSS.

Leia também: Aposentadoria especial: O que mudou após a nova reforma?

O que é a autodeclaração rural?

A autodeclaração rural é um formulário exigido pelo INSS no qual o próprio trabalhador declara, sob responsabilidade legal, que exerceu atividade rural em determinado período. 

Ela substituiu, em grande parte, as antigas declarações emitidas por sindicatos rurais, que deixaram de ser obrigatórias.

Esse documento é utilizado principalmente por segurados especiais, como agricultores familiares, pescadores artesanais, seringueiros e extrativistas, pequenos produtores rurais e membros do grupo familiar que trabalham em regime de economia familiar.

A autodeclaração não comprova o direito sozinha: mas é a base inicial da análise feita pelo INSS.

Para que serve a autodeclaração rural?

Essa autodeclaração serve para comprovar o exercício de atividade rural para fins previdenciários.

Ela é exigida, principalmente, nos pedidos de:

  • aposentadoria híbrida;
  • salário-maternidade rural;
  • aposentadoria por idade rural;
  • auxílio por incapacidade temporária, em alguns casos.
  • pensão por morte (quando o segurado era trabalhador rural).

Sem esse documento devidamente preenchido, o INSS geralmente nem avança para a análise dos demais comprovantes.

A autodeclaração é obrigatória?

A autodeclaração rural não é obrigatória em todas as situações, mas pode ser exigida para acessar certos benefícios e programas, como crédito rural ou isenção de impostos. 

Para quem trabalha na agricultura familiar, é especialmente recomendada, pois facilita o acesso a políticas públicas voltadas para o setor. 

Além disso, manter sua declaração atualizada é essencial para evitar complicações legais e fiscais.

Como preencher corretamente a autodeclaração rural

Descubra como se faz uma autodeclaração rural

O preenchimento da autodeclaração rural deve ser feito com atenção máxima.

É importante que se informe corretamente os períodos trabalhados, sem lacunas injustificadas, bem como indicar o local da atividade rural, com município e estado.

Também é preciso descrever, com clareza, o tipo de atividade exercida, além de mencionar se o trabalho é feito individualmente ou em regime de economia familiar.

Vale destacar que é indicado evitar informações genéricas ou contraditórias na autodeclaração; isso porque qualquer erro ou inconsistência pode gerar dúvidas nos analistas do INSS, resultando no indeferimento do benefício.

Quais documentos devem ser anexados?

A autodeclaração rural deve ser acompanhada de documentos que comprovem, ainda que de forma indireta, a atividade rural no período declarado. 

Os mais comuns são:

  • documentos pessoais: CPF, RG e comprovante de residência;
  • documentação da propriedade: certidão de propriedade ou contrato de arrendamento;
  • comprovante de atividades agrícolas: notas fiscais de produtos vendidos ou recibos de serviços prestados com relação à agricultura;
  • dados do imóvel: plantas, croquis ou outro documento que evidencie a área de cultivo.

A importância de anexar documentos adicionais

Anexar documentos adicionais à autodeclaração pode ser decisivo para reforçar a veracidade das informações apresentadas.

Muitos órgãos apreciam comprovações concretas, como:

  • notas fiscais: comprovantes de vendas de produtos rurais;
  • relatórios de produção: documentos que detalhem a produção ao longo do ano;
  • contratos: acordos com fornecedores ou parceiros que demonstrem sua atuação no setor.

Esses anexos podem ajudar a evitar possíveis questionamentos e garantir que sua autodeclaração seja aprovada com mais facilidade.

Lembre-se: quanto mais coerentes e consistentes forem os documentos, maiores são as chances de aprovação do pedido.

Passo a passo para a coleta de informações

Coletar as informações necessárias para a autodeclaração rural pode ser simples se seguido um passo a passo:

  1. Faça um levantamento: compile todas as informações pessoais e da propriedade.
  2. Liste as atividades: elenque tudo o que você produz ou realiza em sua propriedade.
  3. Converse com familiares: envolva pessoas que atuam na propriedade para complementar informações.
  4. Organize os documentos: separe por categorias para facilitar o preenchimento da declaração. Mantenha um registro claro e organizado para evitar confusões e facilitar futuros preenchimentos.

Erros mais comuns que levam o INSS a negar o benefício

Evite que seu pedido seja indeferido sabendo quais os documentos necessários para realizar a autodeclaração rural

Muitos pedidos são indeferidos por falhas que poderiam ser evitadas! Como mencionamos, o preenchimento incompleto ou genérico da autodeclaração rural é um deles — mas não o único.

Se o analista do caso identificar divergência entre as informações declaradas e os documentos anexados, o benefício pode ser negado; a ausência de documentos que cubram todo o período informado também é um fator que influencia.

Ainda, a indicação de atividade urbana concomitante sem a devida explicação, e o uso de documentos em nome de terceiros sem comprovação do vínculo familiar também são problemas que costumam resultar em exigências ou na negativa direta do benefício.

A importância do apoio jurídico especializado

Apesar de parecer simples, a autodeclaração rural envolve detalhes técnicos que fazem toda a diferença no resultado do processo. 

Um advogado especialista em direito previdenciário pode orientar desde o preenchimento correto até a organização estratégica dos documentos, além de atuar em caso de negativa administrativa.

Buscar orientação adequada reduz significativamente o risco de indeferimento e aumenta as chances de reconhecimento do direito ao benefício.

Conte com o time da David Eduardo Cunha Advogados!

A autodeclaração rural é um documento essencial para o trabalhador rural que busca benefícios previdenciários. 

Entender sua finalidade, preencher corretamente e apresentar documentação coerente são passos fundamentais para evitar problemas com o INSS.

Diante das exigências cada vez mais rigorosas, contar com apoio jurídico especializado pode ser o diferencial entre a concessão ou a negativa do benefício: e é aqui que o nosso time de advogados pode ajudar você.

Entre em contato com o nosso escritório para marcar uma conversa e garantir todo o suporte na sua solicitação de benefício previdenciário!

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